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'O tempo de close está diferente': após almoço de Flávio Bolsonaro com chefia da Globo, Tatá Werneck aponta possível tratamento desigual a Lula e ao senador em debate
Publicado em 24 de outubro de 2026 às 00:18
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Humorista chamou atenção para os planos de câmera no confronto presidencial, respondeu a internautas e negou sofrer censura da emissora onde trabalha
'Está diferente...': após almoço de Flávio Bolsonaro com chefia da Globo, Tatá Werneck aponta possível tratamento desigual a Lula e ao senador em debate Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações durante o debate presidencial da Globo. A transmissão também virou assunto nas redes após comentários de Tatá Werneck sobre os closes dos candidatos Lula foi um dos protagonistas do debate presidencial da Globo, que também repercutiu após Tatá Werneck apontar diferença no tempo de close dos candidatos Flávio Bolsonaro participou do debate com Lula na Globo nesta sexta-feira (23), em uma transmissão que gerou discussão nas redes sociais após comentário de Tatá Werneck sobre os closes dos candidatos Flávio Bolsonaro provocou Lula com uma referência aos 'nove dedos' durante o debate da Globo e, depois, pediu desculpas ao presidente pela fala

O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro na Globo, nesta sexta-feira (23), também virou assunto nas redes sociais por causa de um detalhe da transmissão: o enquadramento das câmeras. Tatá Werneck acompanhava o confronto e comentou a diferença no tempo em que os candidatos apareciam em close. A observação rendeu uma discussão no X, com internautas questionando a emissora e a própria humorista!

Tatá Werneck aponta diferença no 'close' de políticos em debate

“Televisão é close e, sinceramente, o tempo de close dos dois está bem diferente”, opinou Tatá. Depois, ao responder a um comentário sobre a iluminação e o enquadramento, ela ponderou que havia percebido a diferença no início, mas que a situação parecia ter mudado. “Iluminação não notei. No começo, notei o enquadramento, mas agora está igual”, respondeu. Em outra publicação, explicou: “Muito plano aberto, mas agora estão os dois em close”.

A discussão ganhou força porque o encontro acontece em meio a questionamentos sobre a relação da Globo com os candidatos. Na semana passada, Flávio almoçou com João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, e Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais, na sede da emissora, no Rio de Janeiro. O encontro ocorreu horas antes da entrevista do senador ao "Jornal Nacional".

Lula, entrevistado pelo telejornal na noite anterior, não teve um almoço equivalente com a direção da empresa. A diferença provocou críticas da campanha petista e levantou dúvidas entre apoiadores do presidente sobre o tratamento dado aos dois candidatos.

A Globo afirmou que a visita de Flávio foi institucional e declarou: “Pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia, sendo usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia”. A emissora também disse que Lula poderia ter sido recebido caso tivesse solicitado uma visita.

Na ocasião, Lula reagiu publicamente ao episódio. “A partir de hoje a Globo está sob suspeição da minha candidatura. Não merece confiança. Não merece”, afirmou em um ato que viralizou nas redes sociais. 

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Tatá rebate críticas e nega censura da Globo

Depois de comentar a transmissão, Tatá também respondeu a internautas que questionaram sua relação com a emissora e sugeriram que ela poderia ser censurada por trabalhar na Globo. A humorista negou ter recebido restrições sobre suas manifestações.

“Minha emissora não me censura. Pode marcar eles o quanto quiser”, escreveu. Em outra resposta, reforçou: “Nunca me pediram nada. Pelo contrário. Sempre me deram total liberdade de me manifestar como bem entendo”.

A humorista ainda se irritou com um usuário que criticou suas publicações. “Você está sendo um imbecil. Eu fiz mais de 40 postagens. Entre agora, por exemplo, nos meus Stories. Muito inteligente fazer campanha contra a própria aliada”, rebateu ao nome que a julgou por, supostamente, não se posicionar.

Paulo Vieira também criticou encontro de Flávio com a direção da Globo

Na semana passada, o humorista Paulo Vieira também se manifestou depois que Flávio foi recebido pela cúpula da emissora. “Que vergonha”, escreveu. Em seguida, fez uma comparação com a sabatina de Lula: “Só uma curiosidade: eu fui proibido de ir no camarim do Lula durante a sabatina ‘pra não levantar dúvidas sobre a imparcialidade’”.

Mesmo que a Globo tenha classificado o almoço como uma visita institucional, a proximidade do encontro com a entrevista de Flávio abriu espaço para questionamentos sobre a conveniência do gesto...

Flávio Bolsonaro pede desculpas após debochar de Lula

O debate também teve troca de acusações sobre salário mínimo, obras públicas e trajetória profissional. Ao defender a política de valorização do salário mínimo, Lula afirmou que, sem os reajustes acima da inflação promovidos pelos governos do PT, o valor seria muito menor. Flávio contestou o argumento e disparou: “Não adianta nada, Lula, o salário mínimo ser de R$ 1.621, se você dá com uma mão e tira com os nove dedos”.

A frase foi uma referência ao dedo mínimo da mão esquerda que Lula perdeu aos 17 anos, em um acidente de trabalho, quando atuava como torneiro mecânico. O comentário provocou risos entre apoiadores do senador na plateia, mas o presidente reagiu na hora, indignado.

“Se tem alguém aqui nesse público que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando de noite quando não podia trabalhar. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”, respondeu Lula, que também acusou o adversário de nunca ter trabalhado de verdade.

Pressionado pela reação do presidente, Flávio pediu desculpas: “Lula, se eu te ofendi porque eu te chamei de ‘nove dedos’, então eu te peço desculpas de verdade. Não queria te ofender”.

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Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
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